A ampulheta é uma das formas mais antigas de medir o tempo. Neste blog virei minha ampulheta de cabeça para baixo e a comunicação entre suas âmbulas, por meio da passagem da areia, agora me fazem reviver momentos de um passado não muito longínquo. A transitoriedade expressa neste pequeno instrumento faz de mim, neste momento, memória de mim mesma na árdua tarefa de inventariar lembranças. A minha ampulla (como os romanos a chamavam) me mostra, a cada grão de areia, os últimos quatro anos de minha vida: meus anos neste universo que é a Universidade Federal de Alagoas.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

2º período e... muita gente nova

O segundo semestre do curso foi bastante divertido... eu adorava as disciplinas que tínhamos e muita coisa aconteceu: pessoas saíram da turma, professores novos foram responsáveis por muitas mudanças que começaram a ocorrer no CEDU...

No Ciclo Eterno das Mudáveis Coisas No ciclo eterno das mudáveis coisas
Novo inverno após novo outono volve
À diferente terra
Com a mesma maneira.
Porém a mim nem me acha diferente
Nem diferente deixa-me, fechado
Na clausura maligna
Da índole indecisa.
Presa da pálida fatalidade
De não mudar-me, me infiel renovo
Aos propósitos mudos
Morituros e infindos.

Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa