A minha vida inteira eu achei que sabia o curso que faria na graduação: direito. Minha família toda ratificava essa minha "escolha", assinando em baixo deste curso. Mas, comecemos, então, a observar como as areias da minha ampulheta se comportaram nesta época...
Fiz a inscrição do vestibular, ainda no 3º ano do ensino médio, para direito. Não estava muito confiante, mas as minhas notas eram relativamente altas, e, não sei bem porque, comecei a desanimar no período que antecedeu as provas do vestibular. Fiz a primeira fase da seleção e, passei (lembro como eu ficava nervosa com o fato de uma questão errada anular uma correta)... daí fiquei em casa a estudar para a segunda fase, fiz a prova da segunda fase e então foi só esperar o resultado... Bem, nem preciso dizer o alvoroço da minha família quanto à expectativa. Quando saiu o resultado e eu vi que não tinha sido aprovada fiquei em prantos, era a primeira vez que me sentia impotente daquela forma, mas no dia seguinte fui recebi o resultado positivo da seleção para uma bolsa em uma faculdade privada. Mesmo sendo apaixonada pelo curso de História, decidi cursá-lo nesta Universidade (UNOPAR) para poder amadurecer durante um ano e me preparar melhor para o novo vestibular da UFAL... Neste mesmo período fui chamada para trabalhar com jovens e adultos em um programa do governo (Brasil Alfabetizado) e, foi aí que tudo começou a mudar em minha vida. As formações pedagógicas deste programa eram ministradas por uma pedagoga (que hoje é muito minha amiga, Evarista Costa), e eu me identifiquei MUITO com o seu trabalho. Decidi que no vestibular iria fazer Pedagogia, mas não falei nada para minha mãe, tampouco para o restante da família... eu bem sabia o quanto eles ficariam "decepcionados" com esta troca repentina. Fiz o vestibular novamente, dessa vez para Pedagogia, e só contei a minha mãe no dia que saía o resultado do vestibular, lembro perfeitamente do que eu disse: "Mãe, cuidado para não olhar na lista errada, eu não fiz para Direito, fiz para Pedagogia". Ela ficou uma fera, mal me parabenizou por ter passado no vestibular. Uma semana depois ela foi consultar o site da COPEVE, a fim de ver minhas notas e, então me disse: "Você tirou 715 de média e 18 na redação, você teria passado em Direito". Essa frase resume bem a insatisfação dela com o curso que escolhi.
Bem, enfim, nas próximas postagens vamos ver como foram estes quatro anos de curso aqui na UFAL...

Nenhum comentário:
Postar um comentário