A ampulheta é uma das formas mais antigas de medir o tempo. Neste blog virei minha ampulheta de cabeça para baixo e a comunicação entre suas âmbulas, por meio da passagem da areia, agora me fazem reviver momentos de um passado não muito longínquo. A transitoriedade expressa neste pequeno instrumento faz de mim, neste momento, memória de mim mesma na árdua tarefa de inventariar lembranças. A minha ampulla (como os romanos a chamavam) me mostra, a cada grão de areia, os últimos quatro anos de minha vida: meus anos neste universo que é a Universidade Federal de Alagoas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Primeiros grãos de areia: ainda na escola...

Memória, Salvador Dali
"O tempo histórico encontra, num nível muito sofisticado, o velho tempo da memória, que atravessa a história e a alimenta" (LE GOFF, 1990, p. 9). O tempo e as fontes históricas são colocados, então, em xeque e é a partir da emergência da memória que o próprio "ofício do historiador" (aqui parafraseando Marc Bloch) passa a ser repensado. A memória dos tempos da escola servem, então, neste blog para contextualizar os escritos que virão mais tarde, os quais serão relativos a minha história acadêmica.


Alfabetização Sacramento

Comecei a estudar aos 3 anos no Colégio Santíssimo Sacramento e lá permaneci até a 8ª série (atual 9º ano). Claro que minha família não conseguiria pagar as mensalidades de um colégio como este, mas o fato de meu pai ser professor de física nesta escola garantiu a minha bolsa de estudos, bem como as dos meus 4 irmãos. Todos os anos que passei nesta escola me trazem lembranças maravilhosas: minha professora do maternal, que colocou meu nome em
sua primeira filha em minha homenagem; as feiras de ciências; as tabuadas-relâmpago; as festas na casa da Larissa Guido; os jogos internos (estes eram muito engraçados, uma vez que eu jogava contra as minhas próprias irmãs); as festas de São João; as viagens para os compeonatos do volei; as vezes que fui representante de turma; os artigosque eu e minhas amigas publicávamos no jornalzinho da escola... enfim, foram anos maravilhosos, os quais procuramos registrar na página da nossa turma no facebook (http://www.facebook.com/groups/147507478653670/?ref=ts).


Gincana CEFET-AL, 2006

No fim da 8ª série minha mãe vira para mim e diz: "você vai fazer a prova do CEFET". Eu mal sabia o que isso queria dizer e quando fiquei sabendo que, caso passasse, sairia da escola onde estudava aí, definitivamente, não queria nem pensar nessa prova. Enfim, fiz a prova, fui aprovada e, como a minha mãe queria, fui estudar no Centro Federal de Educação Tecnológica de Alagoas (atual IFAL). Logo na primeira semana de aula já percebi o quanto eu iria crescer neste contexto: as amizades; a diversidade de pessoas, opiniões; o fato de ser uma escola pública (um universo completamente novo para mim). Foram três anos (ensino médio) lindos e que me trazem sempre uma boa nostalgia. O tanto que aprontamos demonstra o quanto nos divertimos ao passo que nos tornávamos mais maduros: as viagens no buzão velho da escola para jogar os campeonatos de volei; o ano de calourice; o fato de jogarmos a coordenadora na piscina no último dia de aula; as noites no posto7; as festas; os concursos de redação da marinha... são muitas lembranças!!!

Claro que tenho MUITO mais lembranças destas duas "fases"... mas, estes apontamentos já servem de norte para as próximas postagens... Termino, então, com a música que me traz as mais doces lembranças desta época:






Referência

LE GOFF, Jacques. História e memória. Tradução de Bernardo Leitão [et al.]. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1990.

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